BLOG

Fique por dentro das novidades

voltar para o blog

Cross border: Potencial de compra dos chineses abre oportunidades para empresas brasileiras

Por Walter Sabini Junior em 21.11.2017

Share on Facebook0Share on Google+0Share on LinkedIn2Tweet about this on Twitter

Por Walter Sabini Junior*

A economia da China se mostra cada vez maior e mais forte. Segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, em inglês) o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 6,9% no segundo trimestre do ano. O resultado é igual ao obtido nos primeiros três meses de 2017. Outro indicador do NBS foi o de vendas no varejo. Em junho, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, houve alta de 11%, superando, também, os 10,7% registrados em maio. Diante desse cenário econômico e da boa estrutura comercial e tecnológica, a China se torna um mercado mais atraente para o cross border – tendência que se refere às formas de comércio e entrega que ultrapassam fronteiras. Ou seja, quando consumidores compram on-line em outros países.

Walter Sabini Junior na sede do Grupo Alibaba

Hoje, com a forte presença da tecnologia no cotidiano das pessoas ao redor do mundo, tudo passa a ser mobile. Os smartphones permitem grande interação entre consumidores e varejistas, aumentando o escopo de atuação. Com essa facilidade, o momento passa a ser propício para que os empreendedores brasileiros comecem a atuar no mercado chinês sem a necessidade de grandes investimentos em estrutura.

Após visitar a China e conhecer a base de grandes empresas como Alibaba, Tencent (Wechat), JD.com, entre outras, percebi uma grande oportunidade para o Brasil. Com a possibilidade de realizar as vendas por meio de grandes portais, o investimento inicial não precisa ser alto, sendo possível poupar os gastos referentes aos centros de distribuição e colaboradores capacitados. Assim, o primeiro passo para viabilizar o cross border seria através da integração com as plataformas chinesas, terceirizando completamente a gestão para primeiramente verificar a aderência no mercado, uma vez que todo o trabalho de venda seria realizado por empresas que já atuam no mercado Chinês.

Essas plataformas possuem um grande ecossistema que unem a comunicação, o pagamento e a logística, fornecendo toda a tecnologia para que os lojistas possam atuar com maior facilidade. Os chineses vêm ganhando poder aquisitivo e, consequentemente, compram cada vez mais.

No último ano, o cross border movimentou R$ 23 bilhões, um pouco mais que 50% do total de todo movimento do ecommerce brasileiro. Grande parte deste valor foi composto por brasileiros que compram na web produtos diretamente da China. Ou seja, o país oriental, mesmo sem possuir centros de distribuição em território brasileiro, conquista um grande volume financeiro ao oferecer bons preços e condições únicas.

Nesse sentido, o momento atual é de investir no mercado Chinês, levando a indústria brasileira para atuar no mercado deles, aproveitando o crescimento da economia local e a grande oportunidade representada por metade dos consumidores do mundo que residem naquele país, e olha que estamos falando em mais de 800 milhões de consumidores!

*Walter Sabini Junior é sócio-fundador da FX Retail Analytics, empresa que oferece inteligência para o varejo por meio do monitoramento de fluxo.

Share on Facebook0Share on Google+0Share on LinkedIn2Tweet about this on Twitter
Gostou desse conteúdo?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *