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A IoT revoluciona a análise de dados em tempo real no varejo físico

Por Walter Sabini Junior em 11.01.2018

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Por Walter Sabini Junior*

Há anos o varejo virtual é capaz de analisar e entender o perfil de seus consumidores. Com base nas informações monitoradas enquanto o usuário navega pelo site, os e-commerces conseguem se aprofundar e elaborar diferentes estratégias de negócio para aumentar a conversão. Esse método vem funcionando bem e, apenas em 2017, o setor espera faturar R$ 59,9 bilhões segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

O uso da tecnologia tem aproximado o mundo real e virtual, fazendo com que o varejo físico já possua ferramentas capazes de mensurar o fluxo de pessoas presentes no ambiente. O grande desafio do varejista, no entanto, é identificar os clientes que não compram. As lojas virtuais contam com múltiplas soluções de remarketing baseadas em Big Data, que reconhecem usuários que não estão logados na loja ou sequer são cadastrados, oferecendo alternativas para que o gestor possa alcançá-los com abordagens personalizadas. No estabelecimento físico essa possibilidade ainda é embrionária no Brasil, mas equipamentos (IoT) já possibilitam competir de maneira mais justa.

Por meio do monitoramento feito através de devices IoT (vídeo ou WIFI) o varejista pode acompanhar o comportamento do consumidor em tempo real e desenhar diversas estratégias que impactam tanto a equipe de vendas quanto o próprio cliente de maneira imediata. Ele ainda terá insumo para definir estratégias de planejamento através de estudos históricos que ajudam nas análises de tendências e na aplicação de planos de ação mais certeiros.

Uma “loja inteligente” não se limita apenas à sua área interna – além de indicadores de tempo de permanência, taxa de retorno e de conversão, é possível entender a trajetória do cliente quando ele visita outra loja da rede, mesmo sem que tenha efetuado uma compra – e esse é o grande ganho! Identificar o consumidor antes do PDV ajuda a mensurar o que o varejista não sabe até hoje, ou seja, quantas vezes o seu cliente foi até a loja e não comprou, por quantas lojas da sua rede ele passa, o quão fiel ele é à sua marca ou apenas ao seu gerente – insights viáveis apenas através de tecnologia, que já está disponível no mercado.

É claro que, como qualquer inovação, ainda há um tempo de maturidade para que todos aprendam a usar essas informações com bom senso, tirando o maior proveito possível. É como na época das ferramentas de disparo de e-mail, em que o SPAM tomou espaço devido a estratégias mal geridas ou até mesmo a falta delas.

O importante é que já não há mais a divisão do que é físico do que é virtual na maioria dos negócios. Somos um mundo conectado e o varejo é parte disso.

*Walter Sabini Junior é sócio-fundador da FX Retail Analytics, empresa que oferece inteligência para o varejo por meio do monitoramento de fluxo.

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