Quatro pontos que você precisa saber sobre uma loja de shopping

Por Marcelo Tavares em 23.03.2016 às 13h17

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Quatro pontos que você precisa saber sobre uma loja de shopping

Possuir um ponto de venda dentro de um shopping center pode representar uma ótima oportunidade de negócio. De acordo com dados da ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers), há 98.200 lojas nos 538 centros de compras espalhados por todo o país – o que gerou um faturamento de R$ 151,5 bilhões e uma visita mensal de 444 milhões de pessoas em 2015. Entretanto, administrar um comércio deste tipo possui particularidades em relação ao varejo com sede na rua. Confira quatro especificidades que o empreendedor precisa saber antes de investir em uma loja no shopping center:

Horários diferenciados – enquanto o fluxo de visitantes nos pontos de venda tradicionais acompanha o horário comercial, em um shopping center é preciso encarar um expediente alternativo, cujos picos de movimentação geralmente são aos sábados e domingos – por isso, esteja preparado para aumentar a sua equipe para turnos que considerem esses dias como os grandes responsáveis pelas vendas. Além disso, sabendo os horários de maior visitas, você pode escalar aqueles que considera mais eficientes dentro da sua equipe para garantir maiores taxas de conversão.

Fluxo maior de visitantes – na loja de rua, grande parte dos clientes que entra no estabelecimento saiu de sua casa com este objetivo – ou seja, já sabe o que quer comprar ou, pelo menos, já ouviu falar sobre a marca. No centro de compras, todos os visitantes que circulam pelos corredores são consumidores em potencial e podem ser atraídos pela vitrine, por exemplo. Por isso, invista em saber como está a exposição dos seus produtos para medir a performance de atratividade da sua loja. É imprescindível saber dos visitantes que passaram em frente à sua vitrine, quantos de fato entraram.

Otimização de espaço –  independente do tipo de loja, seja um quiosque ou até um lugar amplo, o espaço deve ser otimizado. Mas, para isso, é preciso conhecer as vantagens e desvantagens do layout do seu estabelecimento – quais as áreas onde o fluxo é maior, qual a porta ou o lado de maior entrada de pessoas, se totens ou bancadas estão atraindo ou afastando potenciais clientes. As chamadas hotzones, ou traduzidas, zonas quentes, devem ser conhecidas pelo varejista para que ele consiga explora-las a favor das suas vendas, e claro, do seu faturamento.

Cuidado com a concorrência – se na rua o comércio briga pelo domínio em uma determinada região, no shopping center a disputa é ainda mais acirrada: setores mais populares, como moda e tecnologia, contam com vários concorrentes no mesmo espaço e precisam investir em estratégias ousadas e inovadoras para atraírem o público. Fazer alianças com os próprios malls para promoções e merchandising pode ser uma boa saída. Mas, não adianta esforço se não houver mensuração de resultado. O mais importante é ficar de olho para saber se essas ações trazem ou não mais público para a sua loja. Por isso é importante monitorar o fluxo e as taxas de conversão em venda para certificar se as suas iniciativas estão no caminho certo.

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