Monitoramento de tráfego: o analytics do varejo físico

Por Vicente Rezende em 26.09.2016 às 21h44

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Na era digital, mensurar e analisar todos os pontos que envolvem a operação de um negócio é item obrigatório para quem deseja crescer e se destacar em seu segmento.  Entretanto, o varejo físico ainda não desfrutava de tecnologias equiparadas ao meio online, que pudessem de alguma forma trazer dados com precisão e em tempo hábil para tomadas de decisão.

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Monitoramento no varejo físico.

Muito tem se falado sobre o compartilhamento das  práticas entre os mundos físico e digital. Um dos ganhos atuais certamente é o trabalho realizado através de dispositivos de multisensores que, instalados em ambientes de venda, emulam a prática de web-analytics, ou seja, a capacidade do e-commerce de mensurar o comportamento de clientes no ambiente offline. Diferente de metodologias antecessoras, essa nova tecnologia consegue entregar através do monitoramento de tráfego, índices  exatos de conversão, atratividade, lealdade, frequência, entre outros indicadores sobre o comportamento do cliente dentro de um estabelecimento comercial. Dados que vão muito além da visão singular do faturamento com o objetivo de trazer à luz o nível de  eficiência de qualquer ambiente de varejo.

Quero mostrar abaixo 3 situações sobre como isso acontece nos ambientes on e offline e quais ganhos um varejista de lojas físicas pode ter a partir do uso desses dispositivos:


Fluxo de Visitação e Visitantes Únicos

Um gestor de e-commerce já tem como default informações como quantidade diária de visitas na loja virtual, fontes de tráfego, taxa de rejeição dentre outros dados sobre o comportamento do usuário. A partir de agora, a loja física também pode monitorar tanto o número de pessoas que passam em frente à vitrine quanto das que entram efetivamente no estabelecimento. Além disso, ainda é possível descontar funcionários e entradas duplicadas, identificando inclusive visitantes únicos, o que auxilia na análise de taxa de permanência (tempo que o cliente permanece na loja) e também lealdade (retorno do cliente em dado espaço de tempo). Outro ponto bastante relevante é o conhecimento dos horários de pico da loja para remanejar turnos de equipe e disponibilidade de estoque.


Marketing ROI

Resultados e retorno de investimento de ações em mídia digital podem ser acompanhados em tempo real. Para as lojas físicas esse foi sempre um desafio – como medir o ROI de campanhas publicadas em veículos específicos ou realizadas nos multicanais? Se o tráfego do estabelecimento físico não for monitorado, o entendimento da performance da campanha se dá apenas em função do faturamento, que tira qualquer variável de eficiência da equação. Através dos dados coletados pelos dispositivos, é possível saber se houve picos durante a veiculação da campanha, comparar com o faturamento e entender diferenças entre distintas lojas de uma mesma rede.


Taxa de Conversão

Como mencionei acima, falamos de análises que identificam se campanhas foram efetivas em levar “tráfego” para as lojas, tanto as virtuais quanto as físicas. Mas uma equação é imprescindível: das pessoas que tiveram contato com o produto, quantas de fato compraram? E essa é uma métrica ainda deficiente no varejo tradicional. O indicador mais relevante ainda é o faturamento, mas olhar para a taxa de conversão faz o lojista entender cenários como: potencial de vendas da loja, ineficiência do atendimento da equipe, indisponibilidade de produto, entre outras questões que só podem ser identificadas quando dados de tráfego estão integrados aos demais KPI’s do negócio. No varejo online, por exemplo, essa informação já é intrínseca no próprio dia a dia do e-commerce e no planejamento das metas das campanhas.

As análises podem ser as mais diversas quando temos informação. E sem dúvidas, monitorar o tráfego é indispensável para a gestão de qualquer varejista, seja ele do mundo on ou offline.

 

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