Internet das Coisas transforma o relacionamento da loja física com o consumidor

Por Walter Sabini Junior em 21.12.2016 às 12h56

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Em 2020 existirão no mundo 34 bilhões de dispositivos Internet das Coisas (IoT, de Internet of Things), segundo uma estimativa da Business Intelligence (BI). Hoje, as aplicações móveis orientam-se para as mais diversas áreas, inclusive o varejo físico. A IoT está proporcionando ao setor informações que até então não eram visualizadas, possibilitando que varejistas ofereçam experiências de compra ainda melhores.

 

Um dos desafios do setor é organizar um ponto de venda que atraia e converta clientes. O varejo físico, em sua maioria, ainda não conta com a informações prévias do comportamento de seus consumidores, nem tampouco mensura seu fluxo, e se o faz, muitas vezes é através de “percepção”.  Recentemente, isso mudou. As lojas passaram a contar com novas tecnologias e vivem uma realidade onde sensores de IoT ajudam a desenhar o comportamento dos consumidores gerando um novo desafio: como aprimorar o relacionamento baseado em informações que vêm muito antes da própria venda?

 

O lojista precisa pensar de modo integrado para interagir com o público de maneira personalizada e relevante, e isso já é possível a partir dos dados capturados por sensores, por exemplo. O consumidor deixa rastros, uma vez que basta ter o seu smartphone com  wi-fi habilitado para exibir um número de identificação, mais conhecido como  MAC Address. Com ele, as lojas físicas emulam as lojas online, e podem aumentar suas probabilidades de conversão e melhorar o ambiente de compra.

 

Hoje, já há sensores disponíveis no mercado capazes de monitorar e identificar a quantidade de visitas no estabelecimento, o tempo médio de permanência, a frequência e a taxa de conversão. Essas informações permitem realizar ações como o envio automático de mensagens personalizada de boas vindas do próprio estabelecimento, ou promoções e informações para cliente leais. Em alguns meses, já será possível, inclusive, cruzar informações de consumo online com offline.

 

O varejo vislumbra um futuro promissor, em que a Internet das Coisas já iniciou a transformação sobre o modo como as lojas operam. A meu ver, essa revolução está próxima e já se faz presente em grandes redes, mas, acredite, isso não é uma realidade apenas para os grandes já que esse tipo de tecnologia está acessível para varejistas de qualquer tamanho ou segmento.

 

*Walter Sabini Junior é sócio fundador da FX Retail Analytics, empresa que oferece inteligência para o varejo por meio do monitoramento de fluxo.

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