Como a popularização dos wearables pode impulsionar o varejo tradicional?

Por Walter Sabini Junior em 31.05.2017 às 14h25

Compartilhe

 

Mais do que sensores aplicados às roupas ou óculos inteligentes, os wearables (tecnologias vestíveis) possuem cada dia mais funções e possibilidades. Apenas durante o ano de 2016 houve um crescimento de 25%, segundo estudo do International Data Corporation (IDC). A previsão de especialistas é que esse mercado movimente US$ 12,6 bilhões até 2018.

Em seus primórdios, esse tipo de acessório possuía funções limitadas, como, por exemplo, monitoramento de frequência cardíaca.O crescimento do mercado e a projeção otimista para o setor, no entanto,  fizeram com que  as fabricantes investissem em novas tecnologias e funcionalidades. Atualmente, os acessórios disponíveis contam com diversas marcas e utilidades, variando desde monitoramento de temperatura e umidade corporal em bebês, até um tradutor em tempo real que ouve, interpreta e traduz tudo o que é dito, facilitando a comunicação em viagens, por exemplo.

Os consumidores, por sua vez, estão mais acostumados com experiências que ofereçam a praticidade por meio de novas tecnologias, fazendo com que os dispositivos inovadores ocupem mais espaço como protagonistas. Pagamento por aproximação ou pelo aplicativo da loja em tempo real já são realidade nas redes de varejo que olham para o futuro.

 

“Tecnologias vestíveis” possibilitam a fidelização dos clientes no varejo tradicional

O compartilhamento das práticas entre os mundos digital e físico tem se tornado tendência. Até pouco tempo, lojas físicas enfrentavam muitas dificuldades para mensurar o comportamento do consumidor, como a análise de frequência, compra e retorno, se comparado com o meio virtual. Essa prática está mudando e a aplicação de tecnologias no mundo físico já é uma realidade.

Para os estabelecimentos comerciais, o investimento em inovação permite o uso de Internet das Coisas (IoT, em inglês) para simular a prática de web-analytics, proporcionando que lojas tradicionais, assim como as virtuais, analisem o comportamento de consumidores no ambiente físico. Essa novidade entrega, por meio da leitura dos dispositivos móveis e de IOT o monitoramento de fluxo, índices de permanência, atratividade, frequência, conversão, entre outros.

Ferramentas disruptivas permitem que os varejistas notem, em tempo hábil, pontos positivos e negativos,e fazem com que empresários tomem decisões estratégicas sobre posicionamento dos produtos, preço e formas de atrair o público, além de mensurar quais são as preferências dos consumidores, facilitando a sua fidelização.

*Walter Sabini Junior é sócio-fundador da FX Retail Analytics, empresa que oferece inteligência para o varejo por meio do monitoramento de fluxo.

Deixe seu comentário
*
*

© 2019 FX - Retail Analytics - Todos os direitos reservados.