Fluxo de consumidores continua em evolução em julho, de acordo com o Índice de Performance do Varejo

Por Equipe FX em 13.08.2020 às 19h25

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Com mais comércios e shoppings retomando suas atividades, os indicadores de fluxo de consumidores começam a melhorar em todo o país. É o que mostra o Índice de Performance do Varejo (IPV), realizado em conjunto pela FX Data Intelligence, especialista  em visão computacional dirigida por IA, fornecendo insights estratégicos para o varejo, e pela F360º, plataforma de gestão de varejo para franquias, pequenos e médios varejistas, em parceria com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). 

No comparativo de julho de 2020 com junho do mesmo ano, houve aumento de 56% na movimentação das lojas físicas e de 47% nos shopping centers de todo o país. As lojas dos centros de compras tiveram o melhor desempenho, com aumento de 50,21%, enquanto as localizadas em ruas cresceram 14,65%. 

Na análise regional, as lojas físicas do Sudeste tiveram maior fluxo, com 108,39%, seguidas pelos estabelecimentos do Nordeste e do Norte, com aumento de 56,82% e 23,27%, respectivamente. Já as regiões Sul e Centro-Oeste caíram: -18,53% e -22%, respectivamente.

Entre os shopping centers, o Sudeste novamente puxou o desempenho nacional, com crescimento de 90,98%, e o Nordeste também teve desempenho expressivo, com 43,21%. Já a Região Sul caiu (-21,1%) em relação ao mês anterior. Os centros de compras do Centro-Oeste e Norte não tiveram amostragem significativa no levantamento. 

Nas categorias, “moda” apresentou o melhor desempenho no período, com 134,51%. “Utilidades domésticas”, “eletroeletrônicos” e “ótica” cresceram, respectivamente, 90,11%, 85,83% e 74,48%. “Calçados” (10,87%), “beleza” (5,41%) e “home center” (0,85%) também subiram. “Departamento” caiu 28,34% e “drogaria” recuou 44,08%. 

“Nas próximas semanas será possível notar o tamanho da recuperação do comércio no país. Com a retomada do varejo brasileiro nos últimos dias, a perspectiva é positiva. As compras, que em 2 meses, eram feitas somente via dispositivos digitais, parte delas já voltou às lojas físicas. A discussão do momento é, “a retomada sustentável da economia”, e que deve avançar até a situação pós-pandemia.”, explica Eduardo Terra, presidente da SBVC. 

Para Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, os dados reforçam a retomada do varejo mesmo com a pandemia de covid-19 ainda preocupando. “Pouco a pouco, os consumidores estão deixando o medo de lado e voltando à rotina normal de consumo e de visitas às lojas, uma vez que a maioria dos empresários se mostrou pronta para os novos desafios de segurança e higienização”.  

Fluxo de consumidores continua abaixo do registrado em 2019 

A retomada do fluxo de visitantes, contudo, ainda está longe do patamar registrado em 2019. No comparativo com julho do ano anterior, houve queda de 72,98% nos shopping centers e -38,21% nas lojas físicas. As lojas nas ruas sentiram menos, com -14,37%, ao passo que as de centros de compras tiveram -63,82%.

Na análise regional, o Norte foi o único com desempenho positivo nas lojas físicas: 5,56%. Nordeste e Sul tiveram o pior desempenho, com -58,43% e -58,37%, respectivamente. O Sudeste teve -41,82%, seguido por Centro-Oeste com -22,99%. O acumulado nacional de janeiro a julho de 2020 é de -30,76%. 

Entre os shopping centers, o pior desempenho foi da região Sul, com -79,29%, seguida pelos centros do Sudeste, -76,88%, e Nordeste, -62,18%. Os shoppings do Norte e do Centro-Oeste não tiveram amostragem suficiente para análise anual. O acumulado do primeiro semestre no país nos centros de compra é de -54,81%. 

Nas categorias, “beleza” foi a única com desempenho positivo: 11,69%. Quatro caíram mais de 50%: “departamento” (-93,46%), “ótica” (-72,67%), “utilidades domésticas” (-67,72%) e “drogaria” (-61,51%). Já “calçados” (-29,37%), “home center” (-27,58%), “eletroeletrônicos” (-26,88%) e “moda” (-25,78%) tiveram recuos na análise anual. 

“Evidentemente ainda vai levar um tempo para os varejistas recuperarem os indicadores de fluxo registrados antes da pandemia. Contudo, observa-se uma gradual recuperação, como mostra a categoria de beleza, que já registra indicador positivo em relação ao mesmo período de 2019 e que, certamente, será seguida por outras áreas nos próximos meses”, afirma Flávia Pini, CEO da FX Data Intelligence. 

Em contrapartida, vendas caíram na comparação mensal 

Dessa vez, o aumento no fluxo de consumidores não trouxe impactos positivos no caixa dos varejistas: o volume financeiro e de pedidos caíram no levantamento mensal, de acordo com dados da F360º, plataforma de gestão financeira com conciliação automática de vendas por cartão para o pequeno e o médio varejista.

Na comparação entre as vendas realizadas em julho com as de junho de 2020, observa-se um melhor desempenho das lojas em shopping centers: aumento de 31,53% no volume financeiro e de 33,19% na quantidade de transações em todo o país. As lojas de rua, por sua vez, caíram 14,73% nos valores e registraram -9,87% no total de pedidos. Na média nacional, o índice foi -6,52% no faturamento e -2,55% nos pedidos. 

Entre as regiões, o Sudeste teve o único desempenho positivo nos dois indicadores, com aumento de 3,65% no faturamento e de 5,2% na quantidade de transações. As lojas do Norte tiveram queda de 5,92% no volume financeiro, mas crescimento de 11,35% nos pedidos. Já as do Nordeste caíram 4,39% nos valores e subiram 0,82% no total de transações. Em contrapartida, o Centro-Oeste caiu 20,39 e 15,5%; o Sul, -25,3% e -22,26%.  

Os números também seguem abaixo das vendas realizadas no ano passado. Na comparação com julho de 2019, houve queda: -28,77% no volume financeiro e -39,15% nas transações. Ao passo que as lojas dos centros de compras caíram -51,65% e -58,6%, as lojas de rua registraram -13,82% e -28,43% nos valores negociados e nos pedidos, respectivamente. 

Em relação a 2019, o pior desempenho regional é do Sul, com -37,41% no faturamento e -38,29% nos pedidos. Depois aparecem as regiões Sudeste (-30,46% e -41,5%), Centro-Oeste (-25,56% e -37,75%), Nordeste (-25,25% e -37,39%) e Norte (-5,51% e -20,32%). O acumulado de janeiro a julho de 2020 também registra grande queda. Na média nacional, o volume financeiro foi de -36,5% e a quantidade de vendas, –42,36%

“Além das incertezas em torno da flexibilização do comércio, com muitas regiões suspendendo as atividades depois de ficarem em operação por algum tempo, o varejo não teve uma data forte em julho como em junho, com o Dia dos Namorados. Essa combinação se refletiu nas vendas do período”, afirma Henrique Carbonell, CEO da F360°.


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