O que o Pantera Negra pode ensinar ao varejo brasileiro?

Por Flávia Pini em 30.09.2020 às 20h23

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No fim de agosto de 2020, o mundo foi surpreendido pela morte do ator norte-americano Chadwick Boseman. Reconhecido pelo seu talento, ele tinha 43 anos e não resistiu a um câncer no cólon. A notícia chocou seus fãs porque alguns de seus papéis mais icônicos coincidiram com o tratamento quimioterápico contra a doença. Entre seus sucessos estão os filmes 42, em que interpretou Jackie Robinson, o primeiro jogador negro profissional de beisebol nos EUA, e Get on Up, onde atuou como o músico James Brown, outro personagem central na luta pelos direitos civis de negros. 

Contudo, ele alcançou a fama e o status de celebridade após dar vida ao personagem Pantera Negra, um dos super-heróis do Universo Cinematográfico Marvel. Sua interpretação do Rei T’Challa, de Wakanda, imediatamente caiu no gosto dos fãs, fazendo com que o filme ultrapassasse a barreira de US$ 1,3 bilhão em bilheteria. Mais do que o desempenho financeiro, a obra chama a atenção justamente por ultrapassar a fronteira da história fictícia e apresentar lições valiosas para nossas vidas, inclusive no mundo dos negócios. Confira quatro ensinamentos que esta interpretação de Boseman traz para os varejistas brasileiros. 

1 – Encontre novos poderes na adversidade

Nos quadrinhos, a Deusa Bast concede à T’Challa poderes e aprimoramentos que elevaram suas habilidades a um nível sobre-humano, permitindo que ele liderasse Wakanda contra seus inimigos. Saber encontrar novos poderes em momentos de adversidade e de luta é o que se espera dos varejistas atualmente com a pandemia de covid-19. As incertezas provocadas pelo avanço da doença e as restrições de distanciamento social exigem que os lojistas encontrem novas formas de continuar operando e atendendo seus clientes. 

2 – Aprimore suas habilidades continuamente 

O Pantera Negra tem superpoderes para proteger seu povo, mas ele sabe que isso não é suficiente. É necessário treinar, se dedicar e aprimorar diferentes habilidades a todo instante para acompanhar a evolução de seus inimigos e concorrentes. Ele, por exemplo, é um grande inventor e estrategista, além de ser poliglota e diplomata. No caso do varejo, é possível aperfeiçoar seus processos com o apoio da análise de dados, identificando pontos de melhoria e de correção para garantir máxima eficiência a todo instante. 

3 – Amplie o conhecimento de seus processos 

Como já citado, o Rei T’Challa era um grande inventor e estrategista, fruto de seu grande intelecto. O personagem é PhD em Física pela Universidade de Oxford e teórico do campo fictício conhecido como “Física da Sombra”, o que faz com que seja uma das oito pessoas mais inteligentes da Terra. Em um cenário de intensa competitividade econômica, o varejista também precisa apostar na inteligência para se destacar. Não apenas o seu conhecimento, mas também com ferramentas de inteligência artificial para conseguir combinar diferentes dados e, assim, agilizar e melhorar a tomada de decisão na gestão do negócio. 

4 – Inove e invista em tecnologias avançadas

O que faz Wakanda ser tão especial – e cobiçada por exploradores estrangeiros – é a presença do metal vibranium, capaz de absorver vibrações e potencializar o avanço tecnológico do país fictício. Proteger esse recurso em seu território é uma das principais tarefas do Pantera Negra, cuja roupa também é feita com o metal. No varejo brasileiro, não há mais espaço para achismos e trabalhos isolados. Aqueles que querem crescer precisam encontrar seu “vibranium”, isto é, uma solução tecnológica capaz de transformar uma matéria-prima, como as informações da loja, em decisões inteligentes que alavancam as vendas e a rentabilidade da empresa. 


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