Fluxo de consumidores mantém alta mensal em outubro, segundo o Índice de Performance do Varejo

Por Equipe FX em 18.11.2020 às 13h24

Compartilhe

O varejo brasileiro manteve a alta mensal no fluxo de consumidores. Os dados são do Índice de Performance do Varejo (IPV), feito em conjunto pela FX Data Intelligence, especialista em visão computacional dirigida por IA, fornecendo insights estratégicos para o varejo, e pela F360º, plataforma de gestão de varejo para franquias, pequenos e médios varejistas, em parceria com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). 

Os dados são chancelados pela 4Intelligence, empresa que desenvolve plataformas de inteligência para o mercado B2B. Ela é a responsável pela metodologia nas análises, garantindo mais equilíbrio ao estudo e agregando outros índices para ratificar a sinergia com outros benchmarks do mercado, como a PMC (Pesquisa Mensal de Comércio). 

No comparativo de outubro de 2020 com setembro do mesmo ano, houve aumento de 8,06% na movimentação dos shopping centers e de 5,81% no comércio de lojas de todo o país. As lojas situadas dentro de shopping tiveram o melhor desempenho, com aumento de 9,67%, enquanto as localizadas em ruas tiveram recuo de 4,13%. É o sexto aumento consecutivo na comparação mensal do indicador, acompanhando a flexibilização do comércio durante a pandemia de covid-19. 

Na análise regional, as lojas físicas do Sudeste tiveram o melhor desempenho no fluxo de consumidores, com 19,64%, seguidas pelos estabelecimentos do Sul, com 15,97%. As regiões Centro-Oeste e Nordeste cresceram 8,53% e 7,38%, respectivamente. Já a região Norte foi a única que registrou queda, com -20,23%

Entre os shopping centers, o Sul puxou o crescimento do setor em outubro, com alta de 25,92%. Já o Sudeste cresceu 12,54%, e a região Nordeste teve leve recuo de 2,74%. Os centros de compras do Centro-Oeste e do Norte não tiveram amostragem significativa no levantamento. 

Nas categorias, “ótica” apresentou o melhor desempenho no período, com 22,03%. “Utilidades domésticas”, “moda” e “home center” cresceram, respectivamente, 18,35%, 17,97% e 11,76%. “Beleza”, “departamento” e “drogaria” também apresentaram aumento, com 5,72%, 4,77% e 2,75%. Já “eletroeletrônicos” e “calçados” caíram: -12,42% e -17,17%. 

“Os segmentos de Moda, Ótica e Utilidades Domésticas apresentaram números positivos durante 5 meses consecutivos, considerando a evolução mensal de 2020. Dados que indicam a volta do consumo dos brasileiros às lojas físicas, principalmente em categorias que o consumidor está acostumado com o touch and feel”, explica Eduardo Terra, presidente da SBVC. 

Para Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, a pesquisa traça um cenário de otimismo para o comércio nas vendas de fim de ano, o período mais esperado para muitos segmentos. “São seis meses de alta contínua na comparação mensal, o que é um ponto positivo para levar os consumidores às lojas com a Black Friday e o Natal.” 

Fluxo de consumidores segue menor, mas mostra melhora em relação a 2019

Como era de se esperar, o fluxo ainda não está no mesmo patamar de 2019, mas dá sinais de recuperação. No comparativo com outubro do ano anterior, houve queda: -57,71% nos shopping centers e -27,81% nas lojas físicas – os melhores patamares desde abril. 

As lojas localizadas nas ruas sentiram menos, com -15,83% e acumulado de -28,49% em 2020. Já as que estão inseridas nos centros de compra caíram 33,35% na comparação com outubro de 2019 – o acumulado do ano é de -47,54%

Entre as lojas físicas, todas as regiões tiveram índice negativo. O menor recuo foi registrado no Norte, com -1,86%. O Nordeste teve queda de 26,81%, seguido por Sul, com -31,66% e Sudeste, com -32,75%. O Centro-Oeste teve o pior desempenho, com -45,48%. O acumulado nacional de janeiro a outubro de 2020 é de -41,85%. 

Entre os shopping centers, o pior desempenho foi da região Sul, com -70,85%, seguida pelos centros do Sudeste (-59,9%) e do Nordeste (-46,47%). Os shoppings do Norte e do Centro-Oeste não tiveram amostragem suficiente para análise anual. O acumulado dos dez primeiros meses do ano no país nos centros de compra é de -58,56%

Apenas uma categoria teve alta na comparação com outubro de 2020: “home center”, com 0,41%. “Calçados” recuou 6,06% e as demais caíram mais de dois dígitos. O pior desempenho foi de “drogaria”, com -40,99%, seguida por “beleza” (-37,06%), “moda” (-35,13%), “ótica” (-31,36%) e “utilidades domésticas” (-29,81%). Já “departamento” teve -15,21% e “eletroeletrônicos”, -14,52%. 

“A pandemia de covid-19 ainda impacta o fluxo de consumidores no varejo brasileiro. Contudo, percebe-se diminuição na curva negativa, uma vez que mais lojas adotam protocolos de segurança e prevenção em diversas regiões do país. A expectativa é positiva para os próximos meses”, afirma Flávia Pini, CEO da FX Data Intelligence.

Vendas acompanham alta do fluxo de consumidores

As vendas acompanharam a maior presença dos consumidores nas lojas e também cresceram em outubro de 2020 no comparativo mensal. Tanto o volume financeiro quanto o de pedidos subiram no levantamento realizado pela F360º, plataforma de gestão financeira com conciliação automática de vendas por cartão para o pequeno e o médio varejista.

Na comparação do total de pedidos realizados em outubro com o de setembro de 2020, as lojas localizadas em shopping centers cresceram 22%, enquanto as lojas físicas subiram 6%. Entre as regiões, o melhor desempenho foi do Sul, com 17%, seguido por Sudeste (13%), Centro-Oeste (11%), Norte (4%) e Nordeste (3%). 

Já em relação a outubro de 2019, o número de pedidos realizados foi 29% menor tanto para lojas quanto as de shopping centers. Entre as regiões, o menor recuo foi no Norte, com -13%, seguido por Nordeste e Sul, com -22% cada, Centro-Oeste, com -28%, e Sudeste, com -34%. 

Já na análise do faturamento, o desempenho de outubro de 2020 na comparação com o mês anterior, as lojas de shopping cresceram 25%, e as de rua, 9%. O Sul teve o melhor desempenho, com 20%. O varejo do Sudeste cresceu 18%; o do Centro-Oeste obteve 13%, do Norte, 7%, e do Nordeste, 5%. 

Quanto ao volume financeiro em relação a outubro de 2019, as lojas de rua ficaram estáveis, e as de shopping caíram 10%. Na análise regional, o Norte teve alta expressiva (24%); o Nordeste, de 1%. O Sul teve recuo de 1%, o Centro-Oeste, de 4% e o Sudeste, de 9%. 

“O grande desafio dos varejistas agora é recuperar o nível das vendas em relação ao período pré-covid-19. Há uma curva de alta tanto em pedidos quanto em faturamento mês a mês, mas a expectativa é que as vendas de fim de ano possam aproximar ainda mais esses indicadores”, comenta Henrique Carbonell, CEO da F360°.

O IPV tem por objetivo ser uma medida-resumo diária da intensidade de visitas e vendas de estabelecimentos do varejo. O IPV mensal, também acompanha, em grande medida, o volume de vendas no comércio varejista (PMC restrita). Nesse sentido, o IPV pode ser considerado um antecedente da pesquisa do IBGE. Para o cálculo do IPV, consideramos apenas os estabelecimentos que estão presentes na nossa base das empresas integrantes do índice no último dia de interesse. Além disso, esses estabelecimentos devem ter sido inseridos há pelo menos um ano. Em linhas gerais, o peso de cada estabelecimento é dado pela sua média histórica em relação à soma de todas as médias históricas de todos os estabelecimentos. Por conta disso, é natural que haja pequenas modificações a cada divulgação devido à inserção de novas informações. Para mais informações, acesse https://www.fxdata.com.br/nota-metodologica-ipv.pdf


Notice: Undefined variable: aria_req in /home/fxdataha/public_html/wp-content/themes/fx_v3/comments.php on line 65

Notice: Undefined variable: aria_req in /home/fxdataha/public_html/wp-content/themes/fx_v3/comments.php on line 70
Deixe seu comentário
*
*

© 2020 FX - Data Intelligence- Todos os direitos reservados.