Como a digitalização dos processos vai mudar a Black Friday em 2020 – e nos próximos anos

Por Flávia Pini em 23.11.2020 às 14h13

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Não é exagero dizer que esta será a primeira edição da Black Friday em que a transformação digital finalmente faz parte das operações dos lojistas brasileiros – sejam eles grandes ou pequenos. A pandemia de covid-19 levou as empresas a digitalizarem seus processos à força. Quem não adotou soluções tecnológicas encarou grandes problemas com a suspensão do varejo físico devido às medidas de isolamento social. Dessa forma, a preocupação com dados, jornada de compra, atendimento omnicanal e tantas outras opções que eram comuns apenas ao e-commerce chegaram ao mundo físico – o que deve transformar a principal data do varejo nacional para sempre. 

Os números projetados reforçam este otimismo para o período de compras que engloba a sexta-feira, 27 de novembro, e o fim de semana subsequente. No e-commerce, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com o Neotrust-Compre&Confie, estima crescimento de 77% nas vendas em relação a 2019, com faturamento superior a R$ 6,9 bilhões. Já o varejo físico, que coleciona quedas de faturamento na comparação com o ano anterior por conta do novo coronavírus, deve registrar alta de 3% nas vendas segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) – um feito e tanto se considerarmos o contexto difícil em 2020. 

As soluções digitais mudaram o panorama do varejo ao longo de 2020. Totens de atendimento digital, empoderamento da força de vendas da própria loja física através de outros canais, implantação de logística de última milha e demais frentes tecnológicas passaram a fazer parte do dia a dia dos lojistas. Hoje, é preciso encarar a disrupção deste setor e encontrar formas de como implantar tecnologias que vão além da “pirotecnia” e impactam diretamente a “cozinha” do negócio. 

E com tanto avanço em tão pouco tempo é preciso criar estruturas sólidas. Portanto, ao ter dados massivos a respeito do estabelecimento, o varejista terá propriedade e autonomia para descrever pontos de melhorias, diagnosticar de maneira mais profunda as reais causas das principais “dores”, prever eventos futuros com base em dados históricos e prescrever o que deve ser feito para alcançar ganhos de lucro e rentabilidade.

E esse é de longe o principal legado que a covid-19 tem deixado não apenas para o próximo grande evento do varejo nacional, mas para todos os demais dias dos empreendedores que continuam resilientes frente aos ventos contrários combatidos até aqui – não há mais espaço para achismos, dados superam opiniões e, inclusive, pandemias.

Flávia Pini é CEO na FX Data Intelligence, plataforma que através de visão computacional dirigida por IA, fornece insights estratégicos para o Varejo – fx@nbpress.com


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