Fluxo de consumidores tem sétima alta mensal consecutiva, segundo o Índice de Performance do Varejo

Por Equipe FX em 11.12.2020 às 16h48

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Indicador da FX Data Intelligence e F360º feito em parceria com a SBVC e 4Intelligence traz dados de visitantes e de vendas em shopping centers e lojas de rua de todo o país 

Pelo sétimo mês consecutivo, o fluxo de visitantes no varejo brasileiro voltou a crescer no comparativo mensal. É o que mostra o Índice de Performance do Varejo (IPV), feito em conjunto pela FX Data Intelligence, especialista em visão computacional dirigida por IA, fornecendo insights estratégicos para o varejo, e pela F360º, plataforma de gestão de varejo para franquias, pequenos e médios varejistas, em parceria com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

Os dados são chancelados pela 4Intelligence, empresa que desenvolve plataformas de inteligência para o mercado B2B. Ela é a responsável pela metodologia nas análises, garantindo mais equilíbrio ao estudo e agregando outros índices para ratificar a sinergia com outros benchmarks do mercado, como a PMC (Pesquisa Mensal de Comércio). 

No comparativo de novembro de 2020 com outubro do mesmo ano, houve aumento de 6,69% na movimentação dos shopping centers e de 21,23% no comércio de lojas físicas de todo o país. As lojas situadas nos centros de compras tiveram o melhor desempenho, com crescimento de 30,07%, enquanto as localizadas em ruas cresceram 8%. É o sétimo mês consecutivo em alta no indicador, refletindo a reabertura do comércio durante a pandemia da covid-19. 

Na análise regional, as lojas físicas do Centro-Oeste tiveram o melhor desempenho no fluxo de consumidores, com 42,61%, seguidas pelos estabelecimentos do Sul, com 41,72%¸ e do Nordeste, com 36,62%. Já as regiões Sudeste e Norte cresceram 19,05% e 3,12%, respectivamente.

Entre os shopping centers, o Nordeste puxou o crescimento do segmento em novembro, com alta de 11,69%. Já os centros do Sudeste cresceram 4,68% e os do Sul, 3,78%. Os centros de compras do Centro-Oeste e do Norte não tiveram amostragem significativa no levantamento. 

Nas categorias, “beleza” apresentou o melhor desempenho de fluxo no período, com 55,28%. “Departamento” (21,62%), “eletroeletrônicos” (21,51%), “moda” (21,36%), “utilidades domésticas” (19,49%) e “ótica” (17,84%) também cresceram dois dígitos. Já “drogaria”, “home center” e “calçados” subiram, respectivamente, 9,82%, 4,33% e 2,75%

“A alta contínua do fluxo de visitantes no levantamento mensal é uma amostra de como os varejistas estão buscando soluções para atrair os consumidores de volta às lojas físicas. No atual cenário de transformação digital e integração de canais, não basta apenas abrir as portas com a flexibilização do comércio. É necessário oferecer melhores experiências às pessoas e mostrar que é um ambiente seguro para se visitar”, explica Eduardo Terra, presidente da SBVC.

Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, acredita que os números positivos podem ser explicados pelo período do ano, com as promoções de Natal. “Em novembro acontece a Black Friday, data comercial já consolidada no país, e é o período em que muitos consumidores antecipam as compras de fim de ano. Isso certamente contribuiu para o aumento do fluxo de visitantes.” 

Fluxo de consumidores ainda está aquém no comparativo com 2019

Porém, mesmo com datas promocionais e alta no comparativo mensal, o fluxo de visitantes no varejo segue longe do patamar registrado em 2019. No comparativo com novembro do ano anterior, houve queda de 54,57% nos shopping centers e de 37,25% nas lojas físicas. É o melhor patamar dos centros de compras desde março, o primeiro mês da pandemia. 

As lojas localizadas nas ruas sentiram menos, com -33,47% e acumulado de -28,30% em 2020. Já as que estão inseridas nos centros de compra ficaram em –38,56% na comparação com novembro de 2019 – o acumulado do ano é de -46,49%

Entre as lojas físicas, todas as regiões tiveram índice negativo. O menor recuo foi registrado no Nordeste, com -24,77%. O Norte teve queda de 26,98%, seguido por Sudeste, com -41,1% e Sul, com -45,43%. O Centro-Oeste teve o pior desempenho, com -47,11%. O acumulado nacional de janeiro a novembro de 2020 é de -40,91%

Entre os shopping centers, o pior desempenho foi da região Sul, com -70,81%, seguida pelos centros do Sudeste (-56,92%) e do Nordeste (-41,42%). Os shoppings do Norte e do Centro-Oeste não tiveram amostragem suficiente para análise anual. O acumulado dos dez primeiros meses do ano no país para os centros de compra é de –58,18%

Apenas uma categoria teve alta na comparação com outubro de 2020: “home center”, com 8,19%. As demais tiveram recuos de dois dígitos. “Eletroeletrônicos” caiu 15,79%, seguido por “departamento”, com -26,9%. Depois aparecem “drogaria” (-33,05%), “utilidades domésticas” (-33,64%), “beleza” (-34,45%), “calçados” (-34,81%) e “ótica” (-36,51%). “Moda” teve o pior desempenho (-48,23%). 

“Os varejistas buscam criar iniciativas para atrair os consumidores às lojas físicas e aos centros de compras, como promoções, incentivos e protocolos de segurança, mas os dados deixam claro que o brasileiro está selecionando mais os estabelecimentos e optando por estratégias omnichannel de consumo”, afirma Flávia Pini, CEO da FX Data Intelligence.

Vendas também seguem em alta no comparativo mensal

As vendas seguiram o padrão do fluxo de consumidores e também continuaram em alta no comparativo mensal em novembro de 2020. Tanto o volume financeiro quanto o de pedidos subiram no levantamento realizado pela F360º, plataforma de gestão financeira com conciliação automática de vendas por cartão para o pequeno e o médio varejista.

Na comparação do total de pedidos realizados em novembro com o de outubro de 2020, as lojas localizadas em shopping centers cresceram 25,08%, enquanto as lojas físicas subiram 22,32%. Entre as regiões, o melhor desempenho foi do Nordeste, com 32,44%, seguido por Centro-Oeste (23,79%), Norte (22,15%), Sudeste (21,29%) e Sul (15,25%). 

Já em relação a novembro de 2019, o número de pedidos realizados caiu 3,25% nas lojas de rua e ficou em -25,33% nas lojas de shopping centers. Entre as regiões, o menor recuo foi no Norte, com -1,8%, seguido por Nordeste e Centro-Oeste, com -4,32% e -5,06%, respectivamente. A região Sul caiu 12,61% e o Sudeste teve o pior desempenho, -14,22%. 

Já na análise do faturamento, as lojas de shopping cresceram 26,73% na comparação com outubro de 2020, enquanto as lojas de rua subiram 18,11%. O Nordeste teve o melhor desempenho regional, com 24,86%, seguido por Centro-Oeste (21,32%), Sudeste (19,53%), Norte (15,53%) e Sul (12,94%). 

Quanto ao volume financeiro em relação a novembro de 2019, as lojas de rua registraram leve crescimento, de 1,15%, e as de shopping centers caíram 10,48%. As regiões Nordeste e Norte cresceram 6,89% e 5,54%, respectivamente. Em contrapartida, Centro-Oeste (-2%), Sudeste (-3,25%) e Sul (-4,98%) tiveram queda. 

“Após o impacto no início da pandemia, as vendas conseguiram retomar um patamar parecido ao do ano anterior por conta da integração de canais. Além disso, o período do ano tradicionalmente é mais aquecido para o varejo, o que explica o aumento neste comparativo”, afirma Henrique Carbonell, CEO da F360°.

O IPV tem por objetivo ser uma medida-resumo diária da intensidade de visitas e vendas de estabelecimentos do varejo. O IPV mensal, também acompanha, em grande medida, o volume de vendas no comércio varejista (PMC restrita). Nesse sentido, o IPV pode ser considerado um antecedente da pesquisa do IBGE. Para o cálculo do IPV, consideramos apenas os estabelecimentos que estão presentes na nossa base das empresas integrantes do índice no último dia de interesse. Além disso, esses estabelecimentos devem ter sido inseridos há pelo menos um ano. Em linhas gerais, o peso de cada estabelecimento é dado pela sua média histórica em relação à soma de todas as médias históricas de todos os estabelecimentos. Por conta disso, é natural que haja pequenas modificações a cada divulgação devido à inserção de novas informações. Para mais informações, acesse https://www.fxdata.com.br/nota-metodologica-ipv.pdf


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