Dados e métricas auxiliam na formatação de promoções

Por Equipe FX em 02.07.2018 às 20h09

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A transformação digital também está em andamento nos shoppings brasileiros. Cada vez mais os empreendimentos investem em tecnologias inovadoras para acompanhar o trajeto e desvendar o comportamento do consumidor. O cenário de economia fraca conjugado ao movimento de expansão do e-commerce fez as administradoras recorrerem aos serviços de monitoramento inteligente do fluxo de visitantes. A partir desses sistemas são gerados dados e métricas que auxiliam na gestão, na formatação do mix de lojas, definição de valores dos aluguéis e no desenvolvimento de campanhas promocionais mais eficientes.

Em operação há cerca de cinco anos, a Mais Fluxo, que tem sede no Rio de Janeiro (RJ), já conta com uma carteira de 137 shopping centers espalhados por todas as regiões do país, quase 25% do mercado. Em 2017, o faturamento da empresa avançou 30%. Para este ano, a projeção é repetir esse desempenho. “De janeiro até o momento, conquistamos dez novos shoppings. Temos outras negociações em andamento”, diz Paulo Sérgio Campos, diretor e fundador da Mais Fluxo.

analysis-business-businesswoman-955447Utilizando câmeras IP – 2D e 3D (com duas ou três lentes), munidas com um software, a empresa informa em tempo real o número de pessoas dentro do shopping e quantas entraram e saíram em cada um dos acessos.

Segundo Campos, esses dados são qualificados dia a dia por uma equipe de especialistas. “Cruzamos o número de visitantes com informações sobre o que aconteceu em cada momento. Por exemplo, o fluxo aumentou em tal dia por causa do lançamento de um filme ou o movimento diminuiu em determinada semana devido a obras da prefeitura no entorno do shopping, dificultado o acesso”, explica.

Para enriquecer as análises, a Mais Fluxo mantém parcerias com a Maplink, que fornece informações sobre o trânsito no entorno dos shoppings, e com a Climatempo, sobre o microclima.

Recentemente, a Mais Fluxo também passou a fazer o mapeamento dos corredores dos shoppings. Neste caso, é utilizada outra tecnologia, uma solução de rede wireless indoor, por meio de um acordo com a Elcoma, empresa que fica no Porto Digital, em Recife (PE). “Conseguimos saber quais os locais mais movimentados e os corredores menos visitados. Medimos de acordo com os celulares das pessoas que passam”, explica.

Para acompanhar o nível de movimentação no setor, a Mais Fluxo desenvolveu, em 2014, com o Ibope Inteligência o Indicador de Fluxo em Shopping Center – Iflux. Assim, são divulgados o fluxo médio diário por metro quadrado, a variação média mensal e a variação média mensal comparada com o mesmo mês do ano anterior.

Outra empresa inovadora no segmento é a startup FX Retail Analytics, com base em São Paulo e fundada há três anos. A empresa desenvolveu duas tecnologias para monitorar em tempo real o fluxo de visitantes nas lojas e nos corredores – por câmera e pela rede wi-fi gratuita, quando o shopping oferece esse serviço aos usuários. Hoje, a FX está presente em mais de 1.200 lojas em 60 shoppings. “Neste momento, estamos nos preparando internamente para ganhar escala”, comenta Walter Sabini Junior, sócio fundador da FX Retail Analytics. Ele é um donos do fundo Hi Partners, com foco em investimentos em empresas do setor de internet e tecnologia e que, além da FX, conta com outras três startups no portfólio.

A empresa que está trabalhando em novas soluções, vê um campo promissor. “A tendência é aprimorar o reconhecimento dos clientes e dialogar com eles. Por esse motivo, os shoppings estão preocupados em se automatizar, em investir em tecnologias”, comenta Sabini Junior.

Conforme ele, a transformação digital no varejo de shopping significa canalizar mais consumidores para as lojas físicas de maneira assertiva. No e-commerce, sabe-se onde os clientes navegaram e o que compraram e, por isso, as promoções e as divulgações de produtos são direcionadas, alinhadas com os perfis. Mas, com o uso de tecnologias e análise de dados, isso tende a acontecer cada vez nos shopping centers. “O desafio é que os shoppings sejam menos de passeio e mais de vendas”, afirma. Alguns indicadores que antes somente existiam nas lojas virtuais, hoje já são possíveis nos estabelecimentos físicos como atratividade da marca e da vitrine, número de pessoas que entraram e taxa de conversão, que é a transformação das visitas em vendas.

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