Shoppings têm queda de 4,63% no movimento

Por Equipe FX em 01.10.2015 às 14h14

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Pesquisa mostra um fluxo cada vez menor nos centros de compra em 2015

O número de consumidores que visitaram um shopping center no Brasil em agosto de 2015 caiu 4,63% na comparação com o mês anterior. A constatação é do levantamento FX Index, estudo realizado pela FX Flow Intelligence, empresa especializada em monitoramento no varejo físico.

“Mesmo com a celebração do Dia dos Pais, a quarta data mais importante para o varejo brasileiro, o fluxo de visitantes nos shopping centers do Brasil registrou uma queda muito grande, o que consequentemente leva a um menor número de vendas”, comenta Marcelo Tavares, CEO da FX Flow Intelligence.

A queda é potencializada pelo fraco desempenho da região Sudeste que, sozinha, caiu 6,61% no último mês. O Nordeste também registrou um recuo de 3,98% no período.

Em contrapartida, os shopping centers do Sul tiveram uma alta de 4,14%, enquanto que a região Norte teve uma ligeira alta de 1,71%.

Na comparação com o mesmo período em 2014, o desempenho também foi ruim, com queda nacional de 1,49% e recuo de 11,21% nas vendas, de acordo com dados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e SPC Brasil. Na segmentação por regiões, o Sul novamente teve o melhor resultado, com aumento de 5,24%. As outras três caíram: Nordeste (2,33%), Norte (1,90%) e Sudeste (1,79%).

De acordo com o diretor executivo da FX Flow Intelligence, empresa que fez o FX Index. Marcelo Tavares, mais do que nunca, é hora de aproveitar os clientes que entram nos pontos de venda. “Os varejistas que conseguirem as taxas mais altas de conversão serão aqueles que poderão reverter o cenário negativo. O atendimento tem que ser realmente um diferencial e toda oportunidade tem que ser tratada como única. É hora de investirem treinamento para a força de vendas”, orienta o diretor.

Motivo

Na opinião dele, o consumidor está mais cauteloso em relação a escolher bem onde gastar seu dinheiro, que tende a valer menos num cenário de inflação alta. “Mas temos sempre que enxergar que, enquanto uns choram, outros vendem lenços. Cada um tem que encontrar seu lenço”, comenta ele.

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