Tecnologia, Dados, Pessoas e Propósito: 7 insights da NRF 2019

Tecnologia, Dados, Pessoas e Propósito: 7 insights da NRF 2019

Por Flávia Pini, CMO em 28.02.2019 às 16h39

Tecnologia, Dados, Pessoas e Propósito: 7 insights da NRF 2019NRF (National Retail Federation) Big Show é reconhecido como um dos maiores eventos de varejo em todo o mundo.

Organizado anualmente nos Estados Unidos, reúne expositores e profissionais dispostos a ditar as tendências do setor. Contudo, ele é mais do que uma “simples” feira: os ensinamentos e insights obtidos ao longo de sua duração movem diversos negócios e, principalmente, estimulam o surgimento de startups e soluções que revolucionarão o setor nos próximos anos. Resumi em 7 pontos que, a meu ver,  nortearam o NRF Big Show em 2019 e que servem de lições para todos os varejistas brasileiros:

1 – Prepare-se para mudanças exponenciais

Ainda hoje somos educados a pensar de forma linear, ou seja, com a história seguindo seu curso em sua evolução natural. Entretanto, o que acontece atualmente é algo bem diferente: as transformações são exponenciais e dão saltos gigantescos. Empresas como Uber Netflix tiveram um outro olhar para serviços que já existiam, mas foram completamente disruptivos no modelo de negócio. Com mudanças rápidas e inesperadas, precisamos redefinir nosso conceito de velocidade e nos preparar para uma realidade que respira inovação 24/7 – isso  é o que determinará o sucesso, ou o fracasso, no setor.

2 – Arrume a casa antes de inovar

O ponto central da transformação digital é a união da eficiência com a produtividade. Contudo, antes de pensar no progresso, é necessário ter ordem. Não adianta a empresa pensar de forma disruptiva se não conseguir organizar seus processos internos. Soluções tecnológicas são importantes, mas não são as únicas responsáveis pelo crescimento. É a combinação de processos, tecnologias e pessoas que melhoram o desempenho da companhia e promovem uma mudança sustentável e consistente.

3 – O CEO do varejo precisa ser um pouco de CTO

Atualmente, é impensável o varejo não contar com uma série de recursos tecnológicos para compreender seu consumidor. Assim, quem administra uma empresa precisa estar familiarizado com conceitos como Cloud, Data Lake, SAAS, API’s, Ecossistemas, entre tantos outros,  para ter maturidade tanto para avaliar a aplicabilidade e relevância de novas soluções disponíveis, quando  no momento de ter de enfrentar processos internos para implantá-las. Imagine ter que entregar três orçamentos ao financeiro quando você está contratando um serviço de uma startup que ainda não possui concorrência no mercado? Esse tipo de comportamento corporativo não pode dificultar a disrupção. Os profissionais com poder de decisão dever ter impreterivelmente conhecimento e autonomia para inovar.

4 – Os dados superam opiniões

O fim do “achismo”com o advento dos dados também impacta o relacionamento do varejo com seus clientes. É essencial conhecer cada um dos seus consumidores, seja enquanto ele está na sua loja  ou no e-commerce e até em momentos em que ele não está interagindo com a marca. O estabelecimento físico, por exemplo, passa a ter outras características – ele serve para aquisição de clientes, para captura de informações sobre o comportamento de consumo, para fornecer experiência e relacionamento e ainda como centro de entrega e fulfillment. Mas as inúmeras maneiras de coletar dado no final têm um único objetivo – proporcionar entregas cada vez mais personalizadas e convenientes, portanto, não se pode olhar mais para resultados apenas através de médias, por exemplo. Os dados podem apontar situações específicas sobre quem compra o seu produto  e trazer insights para oportunidades verticalizadas.

5 – Estimule a cultura “digital”

A mudança para a “cultura digital” precisa vir de cima para baixo, a partir do exemplo do Board da empresa e impactando o resto da companhia. É preciso que os líderes sejam os grandes influenciadores e evangelizadores dentro da empresa para que os projetos consigam caminhar de forma fluida por todos os departamentos. E não basta esperar que essa mudança venha apenas do departamento de TI – a cultura digital deve estar no centro de qualquer área e de qualquer profissional.

6 – Monte o tripé “cultura-posição-transformação”

Manter a gestão da empresa em dia só é possível por meio da cultura, com valores, princípios e propósitos consolidados – a marca tem que ter alma e ela precisa ser compreendida e vivida pelos colaboradores. Além disso, é necessário ser transparente e autêntico em suas iniciativas, entendendo que não é possível agradar a todos. Por fim, a transformação implica em ter a coragem de pensar novas soluções e estratégias sem perder a receita já obtida – disciplina não é um item complementar, mas obrigatório para quem deseja escalar o negócio.

7 – Faça mais com menos graças a parcerias

Por fim, saiba que o avanço tecnológico é contínuo e mantenha seus processos atualizados na busca por novos produtos. Aos poucos, o profissional vai perceber que é possível entregar o mesmo valor com soluções mais criativas e baratas. Basta estar atento às tendências e, principalmente, continuar aberto a parcerias que auxiliam nos mais diferentes serviços e iniciativas.

*Flávia Pini é sócia e CMO da FX Retail Analytics. 

Leia na íntegra neste link

© 2019 FX - Retail Analytics - Todos os direitos reservados.