Varejista: saiba porque você precisa investir em inteligência artificial

Por Equipe FX em 02.12.2019 às 13h25

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No varejo, quanto mais inteligência nos processos o empresário tiver à disposição, melhor será sua tomada de decisão no futuro. Em um setor tão dinâmico e que passa por profundas transformações todos os anos, saber se adaptar a esta realidade e, principalmente, antever situações é o que determina o sucesso do negócio. Entretanto, por muito tempo esse processo estava longe de ser inteligente, com os profissionais realizando as principais tarefas manualmente. O avanço da tecnologia mudou esse cenário e, agora, eles possuem uma solução que revela-se essencial: a inteligência artificial.

É uma relação cada vez mais próxima e promissora. Relatório da consultoria Capgemini em todo o mundo mostra que este segmento tem uma oportunidade de mais de US$ 300 milhões, permitindo que mais implementações de soluções sejam feitas e problemas sejam corrigidos. Entretanto, não é uma tarefa fácil dentro do ambiente corporativo. Hoje, apenas 1 % das companhias entrevistadas conseguiram realizar essa implementação de forma bem sucedida e tem à disposição relatórios customizados e de acordo com sua realidade.

Mas o que se trata essa inteligência artificial no varejo? Os acadêmicos Andreas Kaplan e Michal Haenlein a definem como “uma capacidade do sistema para interpretar corretamente dados externos, apresentar dados corretamente, aprender a partir deles e utilizar essa aprendizagem para atingir objetivos e tarefas específicos. Logo, o que os varejistas precisam ter em consideração como primeiro passo é o insumo dos “dados externos” para que eles não incitem decisões equivocadas. A visão computacional, por exemplo, é apenas um elemento para o desenvolvimento da Inteligência Artificial, ou seja, possui uma “confiabilidade” e consistência da informação.

Com a IA, finalmente passamos a falar de autonomia no setor. É possível ter previsibilidade, velocidade e maior probabilidade de chances de sucesso na gestão. Com a interpretação dos dados disponíveis, existe uma metodologia de aprendizado contínuo que evolui a cada tempo e permite que o varejista tenha maior força na tomada de decisão – afinal, dados superam opiniões na maioria dos casos. Ter o apoio da inteligência artificial traz uma vantagem competitiva imensa ao gestor em seu dia a dia. Áreas como visão computacional, análise e síntese de voz, lógica difusa, redes neurais artificiais, entre outros, têm sido relevantes neste desenvolvimento e no aprimoramento dessa ciência.

A consolidação destes conceitos no varejo busca resolver o grande desafio tecnológico do varejo atualmente: colocar o “verdadeiro” omnichannel de pé – e isso gera cada vez mais demanda para novas aplicações. Contudo, não basta investir apenas em tecnologia, pois ela sozinha não sustenta uma estratégia bem sucedida. Apesar de já estarmos na era do carro autônomo, o varejo não pode seguir no “piloto automático”. Em suma: é preciso existir uma intersecção importante entre pessoas, processos e tecnologias. Pessoas com novo mindset, processos disruptivos que façam a nova cultura funcionar com fluidez e tecnologia para sustentar o crescimento em escala.

Por fim, é preciso entender que no caso do varejo, o impacto final sempre será no consumidor por se tratar do grande protagonista do negócio. Quando o empresário tomar atitudes baseadas nestes aprendizados, as vantagens serão exponenciais, como previsibilidade do perfil, oferecimento do produto mais adequado, identificação de comportamentos, redução da ruptura, qualidade no atendimento e foco na experiência do cliente. Além disso, a assistência em tempo real e automatização de atividades operacionais também beneficiam o processo de compra. É a Inteligência Artificial pronta para gerar “marcas inteligentes” no futuro.

*Flávia Pini é sócia e CMO da FX Retail Analytics

Leia na íntegra neste link

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